Abecásia
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Abecásia é uma região no Cáucaso, que é de jure uma república autônoma no norte da Geórgia, mas que pleiteia independência, tendo-a declarado após a guerra civil em 1992-1993 que arruinou a economia local e matou milhares de civis. Permanece em grande medida de facto independente da Geórgia e mantém controlo sobre grande parte do seu território, embora não seja reconhecida internacionalmente. A capital é Sukhumi.

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Variantes do nome

Abecásio Aṗsny / Аҧсны
Russo Abchazija / Абхазия
Georgiano Aṗẖazeṭi / აფხაზეთი
Inglês Abkhazia
Espanhol Abjacia

Abjasia

Abjasia es una república autónoma de Georgia. Ubicada en la vertiente suroccidental de la cordillera del Cáucaso con costas en el Mar Negro, su capital es la ciudad de Sujumi.

En 1991, tras el colapso de la Unión Soviética, la antigua República Socialista Soviética de Georgia se convirtió en estado independiente y Abjasia, una república autónoma dentro de la antigua URSS, fue integrada a este nuevo estado. Sin embargo, los roces étnicos entre el gobierno central y el pueblo abjasio llevaron a que, el 23 de julio de 1992, este último declarara unilateralmente su independencia.

Luego de una cruenta guerra entre las tropas georgianas y los paramilitares ruso-abjasios, se estableció un cese al fuego en 1994 y, desde ese momento, Abjasia ha permanecido de facto como un estado independiente sin reconocimiento internacional.

En 2006, tropas georgianas ingresaron a Abjasia y establecieron su dominio sobre la zona de la Alta Abjasia. Desde el 27 de septiembre de ese año, el gobierno de iure se estableció en dicha zona, estableciendo su sede en la localidad de Chjalta, en la zona de Kodori.

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Geografía y clima

Abjasia se ubica en la región del Cáucaso, límite entre Asia y Europa. Es una tierra montañosa, recorrida por los montes Cáucasos (que separan a Abjasia de Circasia), y cuyas costas son bañadas por el Mar Negro. De sus 8.700 km² de extensión, un 75% corresponde a zonas montañosas, especialmente en la zona oriental, cercana a Svanetia, donde algunos montes superan los 4.000 metros de altitud. Los diferentes brazos que se desprenden de la cordillera principal, forman profundos valles con pequeños pero importantes cauces fluviales. Un ejemplo de esto es el lago Ritsa, al norte de Gagra, considerado uno de los lagos montañosos más bellos del mundo. En este ambiente se encuentra también la cueva más profunda de la orbe, la Sima Krubera-Voronya, ubicada en el macizo Arabika (valle Orto-Balagan) con una profundidad de -2.160 metros.

Gran parte del territorio (cerca de un 70%) de Abjasia está cubierto por bosques de robles [carvalhos], hayas [faias] y alisos. En el intervalo de altitud que va desde el nivel del mar hasta los 600 msnm, la región es pródiga en bosques caducifolios. Por encima de este nivel, y hasta los 1.800 msnm, proliferan diversas especies de coníferas, incluyendo algunos de los árboles más altos de Europa, como abetos que superan los 70 metros. Entre los 1.800 y los 2.900 msnm, se pueden localizar praderas de características alpinas. Finalmente, por encima de esa altitud, se extienden las nieves eternas de la cordillera y los glaciares.

Mapas

Abecácia como província da Geórgia
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Mapa da Abecácia
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Geórgia no Cáucaso
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Grupos etno-lingüísticos no Cáucaso
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Geórgia em 1920-1921
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Artigos

Título Fonte Língua
Abkhazia and its Armenians Armenian Reporter inglês

Noticiário

Abkházia desafia Geórgia com grandes exercícios militares

Domingo, 24 de setembro de 2006, 11h10

O regime separatista da Abkházia inicia hoje exercícios militares terrestres, navais e aéreos sem precedentes em um aberto desafio às autoridades da Geórgia, empenhadas em restabelecer a integridade do país do Cáucaso Sul.

As manobras continuarão até a próxima terça-feira e, "em sua última fase, serão feitos exercícios de tiro da aviação, da artilharia e das tropas blindadas", disse à Efe o general russo Aleksandr Zaitsev, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Abkházia.

"A Geórgia se militariza, multiplica suas despesas militares e renova seus arsenais", disse o general, que afirmou ainda que "a Geórgia faz todo o possível para frustrar a missão dos ''capacetes azuis'' russos na Abkházia e na Ossétia do Sul (outra região separatista georgiana pró-Rússia)".

"Por isso, devemos estar preparados para possíveis ações militares", disse, acrescentando que a importância das manobras foi ressaltada pelo presidente abecaz, Sergueï Bagapsh, que visitou o Ministério da Defesa na véspera e se informou sobre os preparativos militares.

O conflito armado georgiano-abecaz de 1992-1993, no qual os separatistas conseguiram a vitória com apoio militar direto da Rússia, matou 17 mil pessoas e só foi detido após o posicionamento de tropas russas na linha de interposição, sob mandato pacificador da Comunidade dos Estados Independentes (CEI).

Na fronteira entre a república separatista e o restante da Geórgia também estão posicionados observadores da ONU.

A Geórgia, cujo orçamento militar deste ano atingiu o recorde de US$ 350 milhões, anunciou na tribuna da ONU, na última sexta-feira, seu desejo de se desfazer das tropas de interposição russas e de substituí-las por forças internacionais.

Em seu discurso na Assembléia Geral das Nações Unidas, o presidente georgiano, Mikheil Saakashvili, denunciou que "a Rússia solapa os princípios básicos da integridade territorial da Geórgia" na Abkházia e na Ossétia do Sul.

"É uma verdade evidente que essas regiões foram anexadas por nosso vizinho do Norte, a Federação da Rússia, que distribui ativamente seus passaportes entre a população local, em uma violação sem precedentes do direito internacional", destacou.

Na opinião do presidente georgiano, "as forças russas de paz contribuem mais para agravar os conflitos que para sua solução e transformam os princípios de neutralidade, confiança, objetividade e desinteresse em uma farsa".

"Com isso, (os russos) reduziram seu papel de mediador na conciliação dos conflitos a praticamente nada", afirmou.

Saakashvili também disse que, apesar da presença das tropas russas, 250 mil georgianos que fugiram das disputas étnicas na Abkházia continuam como refugiados, não podem voltar a seus lares.

Também acusou Moscou de armar os regimes separatistas.

"Os observadores da ONU e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) foram testemunhas de várias violações nas regiões de conflito, como a entrada e presença de armamento pesado. As forças de paz não têm desejo nem possibilidade de impedir violações semelhantes", afirmou.

Apenas na Ossétia do Sul, houve 18 exercícios militares durante o último ano com o emprego de armamento cuja presença na área de conflito está proibida e de cuja destruição os "capacetes azuis" russos deveriam se encarregar, segundo os compromissos assumidos.

Tanto a Abkházia como a Ossétia do Sul não tinham armamento pesado em seus territórios antes do conflito. Também não possuem aviação ou navios de transporte, nem fronteiras com outro país além da Rússia.

E em ambos os casos, as instituições militares dos dois regimes são lideradas por generais do Exército russo e seus exercícios militares, segundo a Geórgia, são financiados por Moscou.

Em sua resposta, o ministro de Assuntos Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, disse não ter visto as denúncias dos observadores nos documentos da ONU e advertiu que as reivindicações de retirada dos capacetes azuis russos "dificultarão os esforços da Rússia e de outros mediadores na conciliação dos conflitos da Ossétia do Sul e da Abkházia".

Ao mesmo tempo, Lavrov denunciou que a proposta de Saakashvili, de desmilitarizar as duas regiões separatistas, tem o objetivo de facilitar uma intervenção militar georgiana.

"O fornecimento de grande quantidade de armamento ofensivo à Geórgia faz com que propostas semelhantes provoquem suspeitas evidentes", disse.

EFE

Rússia adverte que Geórgia perderá Abkházia e Ossétia caso se aproxime da Otan

BRUXELAS, 11 Mar 2008 (AFP)

A Geórgia pode perder seus dois territórios rebeldes, Abkházia e Ossétia do Sul, caso estreite seus vínculos com a Otan, afirmou o embaixador russo na Aliança Atlântica, Dmitri Rogozin, em entrevista à AFP.

"Em caso de convite à Geórgia por parte da Otan, sob o impulso dos Estados Unidos, podemos esperar a separação da Abkházia e Ossétia do Sul", declarou Rogozin.

"O referendo organizado em dezembre passado por (o presidente georgiano Mikhail) Saakashvili sobre a adesão da Geórgia à Otan aconteceu em todo o território georgiano, mas não na Abkhazia e Ossétia do Sul", destacou o embaixador russo.

"Por isso acredito que se a Otan aceitar que a Geórgia participe no plano de ação para a adesão (MAP), isto pode provocar a secessão dos dois territórios. Isto basta para que os separatistas caminhem para a secessão", completou.

No dia 5 de março, a Ossétia do Sul pediu à Rússia, ONU e União Européia (UE) que a reconheçam como país independiente, com base no precedente de Kosovo.

Dois doias depois, a outra região separatista pró-russa da Geórgia, Abkházia, fez o mesmo pedido.


Mais notícias:

Abkhazia says Georgia seeking conflict to speed up NATO bid RIA 28/ 03/ 2008 16:44 MOSCOW
Russia govt. to consider recognizing Georgia breakaway regions RIA 02/04/2008 14:46 MOSCOW

Vídeos

Abkhazia: Breakaway state

Fotografia

Álbum War Abkhazia
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Links

Documentaire: Abkhazia
Regions and territories: Abkhazia (BBC News)
Georgia -- Regional Conflicts (South Ossetia, Abkhazia) in Documents. Prehistory and Present 1917-2006
Abkhazia.org
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